Monday, 29 December 2008

A caminho de Bergamo






Daqui a pouco saímos para tomar o avião ate’ Bergamo.
Como so’ faltam 8 horas ate’ o vôo, C&M estão em estado de alvoroço (amber alert), certos de que vamos perder a hora, e se eles me pegam no computador, eu vou levar pisa.
Então aqui vao algumas fotos, pra dar uma idéia do meu suplício nessas últimas semanas.

Bom ano novo a todos.
Os próximos boletins sairão da Itália, mas como vai ser do computador da mamãe, algumas mensagens poderão se cifradas.

Tuesday, 23 December 2008

Glossário do Golden Couple, parte 2:

7. Barrabás!

8. MR: “Carlos, você comprou um bom presente de Natal pra mim este ano?”
CM: “Maria, senta na beira da calçada e chora.”

O boletim hoje vai quente




Prosseguindo nossas atividades febris, estamos jiboiando na sala e tentando digerir um cotechino com polenta e funghi que comemos de jantar.
`A tarde occorreu o seguinte:

A mamãe, depois de ameaçar cruzar o Atlântico com um ferro de passar na mala, recusa-se a usar minha máquina de lavar roupa e insiste, todo ano, em usar a Launderette! Sim, ela acumula a roupa suja, põe tudo num carrinho de feira e leva la’na maquininha. Ela e todos os chavs de Londres. So’ que para usar a secadora precisa de moedinha de 20 pence. Cada moeda deve durar uns 3 segundos, no máximo. Então ela passa as férias amealhando moeda de 20p. Ninguém pode gastar as moedas de 20p.
Bom, ja’ da’ pra imaginar o rumo dessa história.
Falando em moedas, C&M possuem um relacionamento muito particular com esse metal. Cada vez que aparece uma despesa qualquer, ninguém pode nem sonhar em usar notas de dinheiro ate’ que TODAS as moedas tenham sido aproveitadas. Isso inclui cafe’, um suco, um almoço inteiro, o bilhete do ônibus (com o motorista me fuzilando de ódio, o ônibus inteiro esperando, a discussão sobre os tamanhos da moeda correndo solta, os outros ônibus buzinando), um par de sapatos, e por ai’ vai.
Ai’ hoje cedo estávamos aqui em casa, completando O Ritual de Preparação Para Sair: ‘Carlos, me da’ o seu passe de metrô’; ‘o que você fez com a chave que eu te dei?’ (o tom de ameaça e’ inequívoco); ‘espera eu vestir meu gorro/luvas/meião/cachecol/botas alpinas e A Jaca.’ (hoje passou dos 10 graus em Londres). O Ritual inclui também a desconexão de fios, cabos, tomadas, carregadores e geradores elétricos.
O Ritual hoje foi acrescido de uma contagem prévia das moedas:
“Bom, Carlos, não me gaste nada de notas enquanto não acabarmos com TODAS essas moedas. Eu não posso andar por ai’ carregando todo esse peso. Me deixa separar todas essas moedinhas de 20p porque eu quero usar a lauderette antes de ir para Bergamo.” Seguem-se 25 minutos de um ensaio sobre os usos da moeda de 20p na launderette.
Conseguimos enfim sair de casa e deixamos a mamãe no Appetitto (que e’ o novo cafe’ preferido dela) pra tomar uma sopinha enquanto o papai e eu íamos ao Tesco – amanhã o Tesco fecha cedo e nem abre no dia de natal, o que precipitou uma lista de compras de virar esquina.
Voltamos do Tesco e passamos no Appetitto para encontrar com a mamãe. Aproveitamos para tomar um cafezinho e o papai foi no caixa pagar.
“Pronto, Maria (tom de absoluto orgulho), teu moedeiro ficou leve. Paguei tudo com moeda!”
“Ótimo, Carlos, agora so’tenho minhas moedas de 20p.”
“Não, eu dei tudo, foram 8 moedas de 20p.”
“CARLOS!!!!!!!!!” Mas eu ACABEI DE FALAR na lauderette!
Olha, isso rendeu.
Infelizmente, eu estava rindo demais pra prestar atencão e poder relatar o diálogo inteiro.


Depois demos uma paradinha na nova meca do papai: The 99p Shop! Ele não fala de outra coisa. Ontem a mamãe e eu estávamos nos esbaldando no maravilhoso shopping Westfield que abriu aqui e ele ligou 2 vezes pra contar das suas descobertas no 99p. Olha, eu não quero desanimar ninguém, mas não apostem todas as suas fichas nos presentes que vão chegar da Europa esse ano.

Sunday, 21 December 2008

Postcards from an ever so energetic holiday




O Jalapeno

Eu estou aqui sentada tentando ler um pouquinho, enquanto o Tony e o papai assistem o jogo do Arsenal.
Mas fica difícil a concentração, em meio a comentários do tipo:

“O Carlos Eugenio Simon e’ um cachorro!”

...

“Olha, Renata, o drible da vaca!”
(obviamente seguido de: Tony, look, it is the cow’s drible!)


MR: “Acontece que o Palmeiras e’ um time muito perseguido no Brasil.”
CM: “E’ sim, perseguido por credores!”

...

Antes do jogo teve o almoço:

“Carlos, pára de por tanto jalapeño na comida; assim você nao consegue sentir o gosto.”
“Mas eu gosto de jalapeño, eu to pondo bem picadinho!” (leia-se com a mesma pronúncia de direitinho e tico- tico)
“Não, Carlos, assim anestesia seu paladar.”
“Maria, macho come assim.”

Glossário do Golden Couple, parte 1 – aceitam-se colaborações:

Palavras e expressões que NINGUÉM usa, a não ser esses dois:

(sugestões para allamandi@yahoo.co.uk)

1. calça de brim;
2. calça comprida;
3. cor de abóbora;
4. chofer de praça;
5. tira a bunda da seringa; – contribuiçãao especial de Flaviane Madeira.
6. Flavi, xuxa a alcachofra no azeite;
7. vou ligar la’ pra firma
.

Saturday, 20 December 2008

Postcards from an active holiday







O Carlos nao consegue enfrentar o ócio.


Eu estou aqui sentada tentando – e falhando - entender como funciona meu mp3 player novo.
A mamãe esta’ lendo a Veja e lendo cada matéria/entrevista/notícia pra gente.
Então o papai decidiu tirar um soninho no sofa’, de quebra dando uma canja com o ronca-ronca pra gente.
Ai’ o papai acorda e não consegue tolerar o ócio e ninguém dando atenção pra ele:
“Maria, vamos la’ no Aldi (supermercado de Chernobyl aqui em frente de casa)?”
Maria: “Não, Carlos, não tem nada pra comprar” (afinal, o Tesco ja’ foi passado e repassado; veja também o capítulo Compras e A Recuperação da Economia Inglesa pelas visitas diárias ao Tesco).
C: “Mas eu queria comprar umas jujubas, eu gosto tanto de jujuba!”
Maria: “ahã…”


C: “Aqui na Inglaterra não deve ter jujuba.”
M: “ahã…”
C: “jujuba so’ deve ter no Brasil.”
M: “teeem, Carlos, lembra que você comprou um pacotão de jujuba na Hamleys no ano passado com as crianças?”
C: “ah, Maria, mas eu não vou agora la’ na Hamleys, ne’?”
M: “CARLOS, CALA A BOCA! Ninguém aqui quer jujuba! Me deixa ler a Veja!”

Ah, o espírito de Natal contagiou essa casa!



O coitado do Tony teve que ir trabalhar hoje cedo e depois ele tb foi fazer o soninho da beleza. Agora ele acordou e o papai, desistindo da jujuba, foi atrás dele na cozinha pra ver se descola um uísque.
E eu estou ouvindo daqui da sala o papo la’ na cozinha:
Jameson, have you got Jameson?
No, Carlos, try this single malt Scotish whisky.
JAMESON? You have Jameson? The Irish one?
I have no Jameson, just this one. You want rum?
RUM? I like Jameson…

Friday, 19 December 2008

O Lar

Hoje eu comentei com o Tony que eu vou começar a procurar um Lar pra soltar o C&M, porque isso aqui esta’ se transformando numa tarefa full-time!
Então o Tony sabiamente sugeriu que a gente tentasse um lar para o homeless da terceira idade, que faz parte da organização onde ele trabalha.

Sempre prestativo, o Tony ja’ ate’ escreveu as seguintes recomendações:


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Monday, 15 December 2008

Rodape’

Eu estou aqui tentando me concentrar no boletim e a mamãe lendo (alto) a Veja. Quando a leitura finalmente chega ao fim, ela menciona que o Pompeu de Toledo escreveu uma coluna sobre o Rogério Ceni.
“Ai, Maria, lê pra mim, vai.”
Então eu vou parar por aqui.

Beijos a todos.

Continuando os momentos 10 mais: 5

Material generosamente cedido por Fernando.

Murillo pesou bem e decidiu investir o valor de 10 dólares num conjunto de 5 malas em uma yard sale em Rhode Island.
Então eles voltam pro condomínio do Fenrnando e o papai vai descarregars as malas vazias no apartamento dele. Ai’ ele chega la’ e percebe que tinha esquecido as chaves do apartamento com o Fernando.
(esse tipo de melódia se dava com freqüência regular na temporada de verão)
Bom, então o Fernando esta’ la’ na casa dele e eis que aparece o papai pedindo as chaves, acompanhado de suas 5 malas vazias.
Ao ser questionado:
"Eu não , meu, não vou deixar minhas malas ‘NOVAS’ pra neguinho roubar!"

Are you looking at me??

Da série: O Vernáculo de Murillo:

“Maria, se a gente um dia vier morar aqui, eu posso ir trabalhar de chofer de praÇa.”

They're Here!

Chegaram!
Como comportamento daqueles dois desde o desembarque no sábado, eu não vou “vencer” deixar o boletim em dia!
A batalha de hoje e’: O Edredom.
Hoje em Londres fez 5 graus. Na rua. Aqui dentro de casa esta’ na base dos 46 Celsius. Começou assim:
O Tony e eu saímos para trabalhar e deixamos o aquecedor no timer. Isto e’, la’ pelas 9 da manhã ele desliga, e vai ligar de novo logo antes da gente chegar em casa.
Bom, os bugres sentaram aqui e começaram a bater queixo. E em vez de me ligar e perguntar como ligava o aquecedor, o Carlos decide: “Maria, vamos la’ na calçada dar uma aquecida?”
Ai’ eu chego em casa umas 6 da tarde e esta’ a mamãe parcendo um casulo, dentro de uma manta, jogando paciência no computador (vide capítulo: adaptadores, fios, tomadas, kilowats, tratado de Kioto). E quem entrar ou sair da sala e deixar a porta aberta, leva sapatada igual o Bush. Parece que tem um Minuano que entra pela sala. Então eu fui e ensinei pro Carlos como funciona o aquecedor e o timer. Alguma coisa me diz que essa história não acabou por ai’.

Essa conversa de frio nos levou a discutir o edredom. Como sabemos, o Carlos tem ódio de edredom, que e’ um dos artigos de C,M&B preferidos da Maria, naturalmente. Ja’ sabendo desse eterno debate edredom/cobertor, eu fiz a cama deles assim: lençol, um edredom leve, de meia-estação, para o Carlos não suar, e um cobertor por cima, do lado da Maria.
Ai, mas não agradou ninguém!
“Renata, eu passei muuuito frio ontem `a noite.”
(isso pode ser relacionado `a abertura clandestina da janela que o Carlos tramou durante o dia, mas eu vou ficar quieta e torcer pra mamãe não ser assídua leitora do boletim).
“Olha, hoje você me da’ o outro edredom de inverno, pq esse nao basta.”
O problema e’ o seguinte: o edredom de inverno eu acho que eles vão banir aqui por causa da camada de ozônio. Aquilo e’ quente e pesado demais! Eu comecei a explicar isso e o papai foi entrando em pânico.
“Ah não, Carlos, eu fico com o edredom e você fica com a manta.”
A minha preocupação e’ que o papai vai jogar a parte dele em cima da mamãe e ela vai ficar soterrada pelo equivalente a 8 edredons. Aquele quarto vai virar um banho turco! Amanhã cedo eu vou dar uma olhada em baixo da porta deles pra ver se ta’ saindo um brilho de la' de dentro.

Friday, 12 December 2008

We're Not Alone


Minha posição na hierarquia dessa família nao me permite acesso aos detalhes sobre esse incidente. Mas os boatos e evidências nao querem calar!
Testemunha do grau de confusão em que se encontrou o casal imediatamente após o suposto encontro, Flaviane Madeira possui relatos impressionantes, que nos leva a crer na veracidade do evento.


Julho de 2008. Férias em Rhode Island, EUA. Uma inocente caminhada de caráter digestivo acabou se transformando num assustador encontro com seres que podem apenas ser descritos como de um planeta distante.
Infelizmente, qualquer informação mais detalhada nesse momento acarretaria sérias conseqüências, a mais cruel das quais um repentino fechamento desse diário. Portanto, o meu conselho para aqueles de natureza inquisitiva: discretamente entrem em contato com Flavi (nome puramente fictício; testemunha se encontra sob proteção em local não divulgado) e procurem obter um relato mais apurado.

I want to Believe!

Thursday, 11 December 2008

Preparativos de viagem

Estudiosos do comportamento humano ainda não conseguiram desvendar o mistério da Busca Pela Bagagem Menor Do Mundo.
M&M aumentam seus esforços a cada ano em preparar um número e tamanho de malas cada vez menor.
As malas vão do carro ao avião ao trem ao hotel, e o efeito nas costas ou postura dos viajantes e’ minimo. Mas ainda assim, acirram-se as tentativas de se superar na mini-bagagem.

Ligação de domingo:


“Renata, hoje nós voltamos mais cedo do almoço porque eu precisava arrumar as nossas malas. Precisava pensar numa estratégia, ja’ que roupas de inverno ocupam (deus o livre!) maior espaço. Então felizmente me lembrei do aparelho de embalar roupas a vácuo que eu comprei no WalMart – junto com outros 2500 artigos que lotaram a ‘lojinha’ do apto de Rhode Island, mas essa história sai num próximo boletim - e mandei seu pai ir buscar.
“Agora esta’ tudo bem compactado dentro dos plásticos. Quero so’ ver a hora que abrir aquele pacote... (voz de alarme:) Renata, você tem ferro de passar na sua casa??? “

Ai, são tantas respostas rudes que me passam pela cabeça nessas horas!

“Sim, mãe, nós temos ferro de passar aqui na caverna onde a gente mora.” So’ que e’ a brasa, claro.

Bom, eu estou curiosa pra ver a explosão que vai ser a hora que abrirem o pacote aqui em casa.

Depois eu mando uma foto do experimento.

Wednesday, 10 December 2008

6: Still Geraldine

Mais alguns detalhes sobre a Geraldine:

A Geraldine NÃO pode ficar colada na janela, como indicado pelo fabricante.
O lugar da Geraldine e’ na mão do co-piloto, também conhecido como A Chefia.

“Não, Carlos, se ficar na janela você se distrai. Eu seguro a Geraldine e vou te guiando.”

Para ilustrar:

“At the next traffic lights, please turn right.”

Você escutou? Nós vamos virar `A DIREITA!

“Please turn right now.”

Mas Carlos, você nao virou?!?

Mas que direita? ESSA direita?

Claaaaaro, bem (very strained sweet voice), que direita você quer?


(Tony no banco de trás, confuso: "what ARE they doing?")

Tuesday, 9 December 2008

7: A Geraldine

O GPS!
Apelidado afetuosamente de Geraldine Parker Smith, o GPS teve papel importante na temporada de verão 2008:

After the 3rd bridge, please turn left...

Carlos, vai ficando ‘a sua esquerda.

In 20 miles, please turn left...

Carlos, você escutou, né, pra virar ‘a esquerda!

In 15 miles, you will turn left...


CARLOS, esquece, não vai mais dar tempo!!

...


At the next junction, please turn right...

Bom, Carlos, deixa, essa nós já perdemos. Deixa eu reprogramar a Geraldine.

Geraldine (louder, appearing distinctly annoyed): TURN RIGHT NOW!

Papai: Ih, Geraldine
, voce se ferrou!

Saturday, 6 December 2008

8: NY is such a dead town!


Diálogo:

Renata: pai, chegamos em Nova Iorque!
Papai: estão se divertindo?
R: sim, muito, chegamos hoje e já saímos pra jantar.
P: OK, então quando vocês chegam em Rhode Island pra encontrar com a gente:
R: semana que vem.
P: SEMANA QUE VEM??!!?? Quantos dias voces vao ficar aí?
R: 6 dias.
P: SEIS DIAS?!? Mas o que você vai arrumar pra fazer em NY em uma semana?

Friday, 5 December 2008

Número Nove

O nono melhor momento faz parte da série Citações Inesquecíveis de Rita:
"Arroz é veículo."

(o contexto eu não me lembro, mas acho que era o papai reclamando que tinha arroz no cardápio)

Thursday, 4 December 2008

Indiana Jones and the Cursed Body

Fervilham em Londres os preparativos para a temporada de inverno 2008 do casal ternurinha!
Como de costume, e seguindo a tradição de visitas anteriores, cenários tragicômicos, dramas, mal-entendidos e situações francamente inacreditáveis são esperados.



Na contagem regressiva ate’ a chegada do Golden Couple, seguirão nos próximos 10 dias os melhores momento das últimas temporadas EUA/Londres:

10: O “Cadáver” do Condomínio:


Testemunhas: Fernado, Flavi, Tony, Renata.
Também presente: papai.


Aproveitando a oferta de babysitting da mamãe, fomos os 5 assistir Indiana Jones. Depois de muuuuitas negociações, finalmente entramos todos no carro do Fernando, mas a cadeirinha do Léo não deixava espaço suficiente. Entao la’ vai o papai levar a cadeirinha de volta `a casa do Fernando, enquanto nós quatro aguardávamos no carro.
Eis que volta o papai, esbaforidíssimo e com cara de urgência (e vocabulário de malaco):
“Fernado, seguinte: passa batido e vamos sair correndo daqui. Tem uma cadáver na garagem! “
Um cadáver? Que garagem?
"Ai, uma garagem perto da sua, dentro do condomínio. E tem umas luzes, a polícia deve estar chegando."
Um cadáver na garagem?

Bom, óbvio que ninguém tinha intenção alguma de sair correndo, e lá foi o Fernando, passando beeeeem devagar com o carro em frente `a tal garagem mal- assombrada.

“Pai, é essa a garagem?”
"SIM! Dá pra ver daqui a maca da ambulância e o corpo coberto por um lençol!”


Silêncio.


Fernando desata a rir, incrédulo.


Bom, pra resumir, o “cadáver na maca coberto com lençol” era uma moto com uns trapos por cima.

O guidão e o banco da moto davam uma ligeiríssima semelhança (com uma certa boa vontade) ao formatos da cabeça do falecido.


What a disappointment for us all!